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Entre o colapso e a esperança: o papel do jornalista na construção (ou não) de um novo mundo

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Estamos presenciando uma revolução em escala global da comunicação, que interage fortemente com os temas desse congresso. Quando falamos de senso de urgência, falamos de uma responsabilidade de todos os comunicadores”, acredita o jornalista André Trigueiro

Por Henrique Camargo, especial para o IV CBJA (20/11/2011)

O desaparecimento de grandes sociedades ao longo da história é o tema do livro “Colapso”, de Jared Diamond, professor de geografia e fisiologia da Universidade da Califórnia (EUA). Também foi assunto da palestra de inspiração do jornalista André Trigueiro, da GloboNews, durante o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, que encerrou nesse sábado (19) na PUC-RJ.

Não é para menos. Mesmo fazendo um paralelo entre a decadência de povos como os maias e vikings com o atual momento da humanidade, Diamond, na última página de sua obra, acende uma luz de esperança. O otimismo se deve a dois pontos: o primeiro por conta da arqueologia, que usa o retrovisor da história para apontar melhores cam

inhos para o futuro; e o segundo, esse totalmente ligado ao jornalismo, devido aos meios de comunicação, que estão cada vez mais ágeis e capazes de disseminar o senso de alerta tão necessário para a temática ambiental.

“Estamos presenciando uma revolução em escala global da comunicação, que interage fortemente com os temas desse congresso. Quando falamos de senso de urgência, falamos de uma responsabilidade de todos os comunicadores”, ressalta Trigueiro. “Vivemos em um mundo em crise, de um modelo de desenvolvimento definido na Eco 92 como predatório. Passados 20 anos, o cenário continua o mesmo. Mas a função do jornalista é diferente. Como é possível nos afirmar como profissionais dessa área sem estarmos preparados para tratar de assuntos que estão fora do radar de uma redação?”, provoca.

Além de melhor formação sobre o assunto, Trigueiro diz que o jornalista precisa de duas asas. Uma é a da denúncia. “Não podemos fazer um ‘jornalismo poliana’. É preciso revelar o que está errado”, afirma. A outra é formada pelo rumo e pela perspectiva. “Também é preciso mostrar caminhos para a solução do que não está certo. Temos essa missão, especialmente em tempos de crise”, avalia.

Com relação à resistência dos editores aos temas ambientais, ele é enfático: “Não está na pauta? Coloque! Não convém? Arrisque! Se não houver pitadas de ousadia para testar os limites dos veículos, a gente não sai do lugar.”

IV CBJA – EcoAgência de Notícias – http://www.ecoagencia.com.br

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