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Moçambique divulga vencedores do Prêmio de Jornalismo Ambiental

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Os jornalistas Boaventura Mandlate (Rádio Moçambique), Simone Francisco Muvalane Gomane (Diário de Moçambique), e César Ibraimo Nacuo (Instituto de Comunicação Social) são os vencedores da primeira edição do Prémio de Jornalismo Ambiental, uma iniciativa promovida pelo Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA)

Este prémio, cujos vencedores foram anunciados na tarde de 14/9/2012, em Maputo, foi criado para incentivar um maior envolvimento da sociedade civil em acções de consciencialização ambiental visando a mudança de atitude rumo à gestão sustentável do ambiente.

Boaventura Mandlate ganhou o prémio com o trabalho “Impacto Ambiental da Navegação sobre o Rio Zambeze”, tendo Simone Francisco Muvalane sido laureado com a obra “Parque Automóvel e a Saúde Pública”, e César Ibraimo Nacuo vencendo com a peça “Degradação Ambiental”.

De acordo com a deliberação do júri, Boaventura Paulo Mandlate foi feliz na selecção do tema e conseguiu, com o seu trabalho, explicar com profundidade os contornos da pretensão de navegar o Rio Zambeze para o transporte de carvão mineral e os riscos que tal poderá causar ao ambiente.

Através do cruzamento de fontes de informação, ele trouxe à tona elementos inéditos julgados importantes para uma análise profunda das várias dimensões do problema e chama atenção para uma melhor reflexão em torno desta matéria, tendo, por isso, um sentido persuasivo.

Mandlate demonstra ainda criatividade, coerência e perspicácia na abordagem do tema, que constitui um dos principais assuntos da actualidade. Aborda a questão da navegabilidade do Rio Zambeze para o escoamento do carvão nas perspectivas económica, ambiental, ecológica e social, constituindo isso um grande mérito desta reportagem.

A inovação recai na análise de curto, médio e longo prazos e na abordagem dos impactos de forma integrada e colectiva, que não alcança apenas a visão temporal, mas dos danos ambientais aos níveis local, regional e global.

Na sua reportagem, Simone Muvalane aborda com profundidade a problemática da poluição ambiental derivada do crescimento acentuado do parque automóvel na cidade e província de Maputo. Neste trabalho, ele escreve sobre a dimensão do problema, que já constitui um atentado à saúde pública com o aumento da frequência das doenças respiratórias notificadas pelas entidades da Saúde.

O artigo sugere ainda algumas soluções para a mitigação do impacto da poluição, que passam pela massificação do transporte público, de modo a que os citadinos possam usar menos as suas viaturas. Na investigação, ele abordou os vários actores tais como o Ministério da Saúde, dos Transportes, da Coordenação da Acção ambiental, OMS e ambientalistas, o que torna a reportagem completa e profunda, respondendo desta forma aos objectivos do prémio.

Versando sobre a degradação ambiental, a partir de um problema recorrente no distrito de Meconta, na província de Nampula, César Nacuo aflora com criatividade como a acção humana pode contribuir para a degradação dos ecossistemas. A reportagem mostra exemplos concretos do tipo de danos que as queimadas provocam ao ambiente e interage com actores locais, contribuindo através deste contacto e da televisão para a consciencialização da população sobre o desenvolvimento sustentável, com ênfase para a preservação do ambiente em benefício das gerações vindouras.

Por outro lado, mostra os benefícios para as comunidades resultantes das boas práticas de conservação dos recursos florestais e faunísticos e como a população, quando organizada melhor, implementa projectos em seu benefício com recursos alocados com base nos 20 por cento resultantes da exploração florestal e faunística.

Este nível de abordagem valeu nota positiva do júri, que viu criatividade e um trabalho que desperta para a mudança de atitude da sociedade.

O júri decidiu não atribuir o prémio para o Melhor Programa Radiofónico ou Televisivo por insuficiência de elementos para avaliação.

 

Fonte

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Autor: Redação

Jornalista, Porto Alegre, RS Brasil.

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